Muitos dos residentes da Musgueria Sul encontram- se aqui, no eterno descanso e é aqui que muitos de nós ainda reza por eles.
O Cemitério do Lumiar, fica localizado junto a Igreja São João Batista no Lumiar, sito na Azinhaga das Lajes.
O Cemitério do Lumiar, foi e será a última morada para muitos de nós e é aqui que repousa muitos dos nossos entes queridos.
É a partir de uma determinada crença sobre a morte que justificará o destino que os vivos darão aos mortos.
O cemitério do Lumiar foi inaugurado em 15 de Novembro de 1887, antes porem havia sido um cemitério Paroquial da Igreja São João Bactista, hoje encontra-se sobre a gestão da Câmara Municipal de Lisboa.
Alguns nomes sonantes encontram-se ali no eterno descanso: Júlio Castilho, Sá Carneiro, e Snu Abecassis e num gavetão Maria de Lurdes Machado, a fundadora da Adega Machado.
Este espaço cemiterial desde cedo, teve razoável utilização, dado que recolhia os defuntos de uma vasta região, Lumiar, Ameixoeira, Charneca e campo Grande.
No primeiro livro de enterramentos, o registo geral, que vai desde 15.11. 1887 a 31.12.1907 possui o 1º registo a 15.11.1887, Maria Conceição Melo, do paço do Lumiar, 20 anos, causa da morte Peritonite.
Deixo aqui uma pequena contribuição sobre a história dos cemitérios:
Vale a pena lembrar que a palavra cemitério tem origem do grego koimetérion, “dormitório” do latim coemeteriu, era a designação, a princípio, do lugar onde se dorme, quarto, dormitório. Foi com a influência do cristianismo que o termo tomou o sentido de campo de descanso após a morte.
O surgimento dos cemitérios foi consequência direta da insalubridade das cidades: “a individualização do cadáver, do caixão e do túmulo aparece no final do século XIII, não por razões religiosas de respeito ao cadáver, mas por razões político sanitárias de respeito aos vivos.
O primeiro impulso para a criação de verdadeiros cemitérios no nosso país deu-se com as lutas pelo Liberalismo a partir de 1820. A subsequente guerra civil obrigou muitos políticos e intelectuais a procurarem o exílio em países europeus como França e Inglaterra. Quando voltaram, muitos desses intelectuais vieram ocupar lugares no Governo, e trouxeram consigo a imagem dos cemitérios que tinham visto: lugares murados, dignificados pela presença de árvores e de monumentos funerários.
A vitória do Liberalismo marcou o início do Romantismo em Portugal, e é dessa época (1835) a primeira lei que obrigava à construção de cemitérios públicos, situados fora dos focos habitacionais e devidamente murados e consagrados. Foi em resultado da aplicação desta lei que surgiram no nosso país os Cemitérios Românticos, assim chamados por obedecerem aos ideais estilísticos e à visão da morte do Romantismo
Os cemitérios Românticos em Portugal são verdadeiros museus de História e de Arte concebidos para serem panteões de famílias, galerias de homens ilustres, e mostruários da arquitectura, com árvores, bons muros e uma entrada monumental.
Apesar de não terem a mesma qualidade escultórica, diversidade e paisagens melancólicas como os seus congéneres Italianos, Franceses e Ingleses, os cemitérios Românticos portugueses são capazes de se distinguir, combinando os principais estilos tumulares europeus com elementos e estilos regionais. Este potencial permanece ainda desconhecido para académicos e visitantes, que se surpreendem frequentemente com as características artísticas e antropológicas destes cemitérios.
João B Antunes
![4629456131_693d689069_z[1]](https://musgueirasul.files.wordpress.com/2013/04/4629456131_693d689069_z1.jpg?w=300&h=225)
![lumiar[2]](https://musgueirasul.files.wordpress.com/2013/04/lumiar2.jpg?w=300&h=217)
![lxi-3322[1]](https://musgueirasul.files.wordpress.com/2013/04/lxi-33221.jpg?w=300&h=225)
Pingback: Musgueira Sul _ Cemitério do Lumiar | Bº da Cruz Vermelha LUMIAR