Não tendo um valor preciso, deixo uma estimativa, é apenas para tentar chegar a um número de proximidade. O Bairro era constituído por 931casas de alvenaria, se for feita uma média de pessoas por casa (x) o total de casas, vamos ficar próximo de um valor total da população. (média 4 pessoas X 931 casas) chegamos a estes dados estatísticos 3 724 (três mil, setecentos e vinte e quatro) se for feito um arredondamento chegamos a um numero de 4000 habitantes.
Segundo a Irmã Pilar, nos anos 80, foi feito um estudo / inquéritos e os números à data, já eram superiores a 4000 habitantes.
Também no início dos anos 80, com a cidade a crescer e a chegar à 2ª circular, a CML quis intervir no território e acabar com os bairros de barracas.
Fundou-se a Sociedade Gestora do Alto do Lumiar (SGAL), para tratar de todo o processo, mas os anos passaram sem nada sair do papel.
O projeto Alto do Lumiar, com cerca de 23 anos é idealizado por Nuno Krus Abecasis, com o objetivo de desenvolver urbanisticamente uma área com cerca de 300 hectares a norte da cidade, através de uma parceria público-privada.
De acordo com o modelo definido, ao privado (SGAL) exige-se capacidade financeira, iniciativa, imaginação, qualidade. Ao público (CML) exige-se aprovação célere dos projetos, disponibilização de terrenos, articulação com outras entidades, nomeadamente administração central (educação, saúde, segurança, transportes…) e formas eficazes de gestão das áreas públicas.
O projeto foi tendo várias vicissitudes ao longo destes 23 anos. Sofreu avanços e recuos. Períodos de desenvolvimento e períodos de estagnação. Sofreu atrasos. Atravessou vários presidentes de câmara e dezenas de vereadores.
Cerca de 10 mil pessoas foram realojadas, mas está o projecto está desenvolvido em pouco mais de 50%.
João B Antunes